Inclusão Social & Inclusão Social no Brasil

Inclusão Social & Inclusão Social no Brasil

Todos os dias chegam ao Brasil refugiados em condições especiais, fugindo de seus países de origem, por situações de conflitos e/ou desastres naturais. O Estatuto dos Refugiados, Lei 9.474/97, veio regular a Convenção Internacional sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951, facilitando a acolhida destas pessoas que procuram um novo país para reconstruírem suas vidas. Considerado o Brasil como um país acolhedor, é uma opção para milhares de refugiados de todo o mundo pela facilidade de se conseguir refúgio. Segundo relatório do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), órgão ligado ao Ministério da Justiça, até abril de 2016, o país registrava 8.863 refugiados reconhecidos, de 79 . A maioria vinda da África, Ásia, Oriente Médio e do Caribe. Os principais grupos são compostos por nacionais da Síria (2.298), Angola (1.420),Colômbia (1.100), República Democrática do Congo (968) e Palestina (376), conforme os dados oficiais da ACNUR

       

Em nosso cenário atual, o tema ”refugiados” se tornou muito popular, e vem sendo explorado cada vez mais pela mídia, em entrevistas, matérias jornalísticas e novelas Brasileiras. Esse tema se destaca, porque se trata de um dos principais problemas em termos populacionais a nível global.

A esperança do refugiado, é conseguir a aquisição de uma vaga no mercado de trabalho e moradia definitiva em qualquer lugar do mundo onde chegam. Porém, esse apoio vem com mais facilidade somente nos países da Europa, onde recebem casa ou auxílio financeiro até que estejam estruturados.

“Acolher, muito mais do que assistir, quer dizer emancipar, buscar condições e inserções culturais, jurídicas e trabalhistas que façam o refugiado não mais “uma chaga de nosso tempo”  (João Paulo II), mas um cidadão do mundo que o Brasil tenha orgulho de receber, integrar e promover”. (MILESI, 2003, p.153).

Grupo Oikos que já há anos vem se destacando pelo seu apoio e pelas suas atividades a favor as mais variadas causas sociais, possui em seu DNA a prioridade em inclusão e valorização da causa. Visando aprimorar seus conceitos de forma positiva, o grupo sempre esta a procura de parcerias que agreguem e que tenham o mesmo ”mindset” da empresa.

Uma dessas recentes parcerias é “O Refúgio 343”, projeto de apoio a famílias venezuelanas que buscam refúgio no Brasil. Cujo a missão é interiorizar essas famílias que estão vivendo em abrigos em Boa Vista. A interiorização tem como estratégia o deslocamento para outros estados brasileiros para oferecer maiores oportunidades de inserção socioeconômica às famílias refugiadas, estudando modelos de solução em parceria com o Exército Brasileiro e com as principais organizações envolvidas na resposta à crise de refugiados.Além do apoio financeiro inicial, o Refúgio 343 possui uma equipe de operação que atende todas as áreas de cuidado de cada família: controle financeiro, emprego, educação, português, saúde física, saúde mental, rotina e lazer, captação imobiliária, logística de mobília e doações.

       

O projeto foi lançado oficialmente no dia 20 de junho de 2019, dia mundial do refugiado, e também, data em que a primeira família chegou a São Paulo. O nome ”Refúgio 343 ”, representa o número da casa alugada para essa primeira família refugiada.

SOBRE A PARCERIA COM O GRUPO OIKOS

A parceria com o Grupo Oikos surgiu após um evento promovido pela Wework com o tema “Setor Privado e Refugiados: como a minha empresa pode contribuir”, onde Sergio Vitelli, Diretor Executivo, foi um dos palestrantes do evento. Pós o evento e sinergia entre empresa e projeto, o Grupo Oikos consolidou a parceria com o Refúgio 343, quando contratou Hector, pai da primeira família acolhida em São Paulo, logo no início do seu segundo mês na cidade.
Dando sequência a parceria a ideia é que o Grupo Oikos priorize as admissões de refugiados mensalmente.

“Isso é muito valioso para nós. Além de ser extremamente importante no processo de reinserção social da família, contribuindo para o empoderamento deles. Ter essa segurança de emprego faz com que o Refúgio 343 possa acelerar a interiorização, trazendo cada vez mais famílias.”
Laura Fatio, Gerente de Projetos do Refúgio 343.

VISÃO DO CONTRATADO

HECTOR JOSE SERRANO ARAY, REFUGIADO VENEZUELANO CONTRATADO PELO GRUPO  OIKOS

Mi cambio empezo desde mi interior, en remplanzar ese sentimento de desvalorização que me envargo desde mi salida de Venezuela y al no brindarle lo suficiente a mi familia en especial a mis hijos, sentir que lá falta de empleo frenaba mi independência y la de mi familia, hasta que gracias a Refúgio 343 y el enlace con la Oikos trasformo mi vida de la maneira mas humana en brindarme esa oportunidad de empleo en mantenimiento, através de este empleo e ido recuperando mi seguridad, y sobre todo esa independência que ahora me llena de mucha satisfacion en que si puedo brindarle un menor futuro a MIS hijos ya mi familia en general.
agradecido por este empleo de mantenimiento que esta transformando para bien mi vida y lá de mi familia

A minha mudança começou dentro de mim, quando mudei o sentimento de desvalorização que tinha desde que deixei a Venezuela, e não dando a minha família o suficiente, principalmente para meus filhos. Senti que a falta de deste cumprimento diminuiu minha independência e a da minha família. Graças ao refúgio 343 e ao Grupo Oikos, transformei minha vida da maneira mais humana possível, me proporcionando uma oportunidade de trabalho, desta forma recuperei minha segurança e, acima de tudo, a independência que tenho agora.

Além de parcerias como a do Refugio 343, que é recente, o Grupo Oikos que foi fundado em 2012 já nasceu com o conceito de fazer a diferença e no respeito aos nossos Recursos Humanos. Sempre disponibilizou oportunidades para refugiados e imigrantes. Passaram pela empresa desde 2014 aproximadamente 30 colaboradores neste perfil, e atualmente temos em nossas Equipes cerca de 15 colaboradores refugiados, com diversas histórias de superação e gratidão pelas oportunidades e dignidade alcançada em obter emprego no Brasil.

LEITURA QUE POSSA INTERESSAR: http://vidasrefugiadas.com.br/geral/acnur-cartilha-para-refugiados-no-brasil/